English Français Português Italiano
O Brasil de Pierre Verger



Museu de Arte Moderma de Rio de Janeiro   www.mamrio.org.br







Dia 5 de agosto de 2006, fará 60 anos que Pierre Verger chegou na Bahia. Antes disso, ele já tinha passado pelo Rio e São Paulo, mas foi nesse momento que começou a definitiva relação de amor entre o então fotógrafo e o Brasil.

Mas no momento que Verger colocou os pés na Bahia, ainda não sabia que ficaria para sempre. Durante os primeiros meses, viajou por vários estados brasileiros e retratou o povo brasileiro como tinha retratado até então os seres humanos dos cincos continentes. Um olhar humano sobre um povo, olhar do instante, olhar típico de Verger caracterizado por um estilo poético-documental.

Verger era claramente um artista no sentido que, através da fotografia, mostrava o mundo tal como ele o percebia. Entretanto, detestava ser nomeado por esse qualificativo. Arte era invenção dos críticos segundo ele. Fotografava por gosto, por necessidade pessoal, gozava pela fotografia, associando essa função à viagem.

A sua fotografia, entretanto, além de ser poesia, tem também um forte conteúdo documental. Especialmente no caso das fotos realizadas no Brasil, pois quando Verger desembarcou no nordeste, ele tinha um contrato com a revista O Cruzeiro se comprometendo a desenvolver livremente reportagens fotográficas. Muitas das fotografias que ele realizara desde esse momento apresentarão conteúdo ainda mais informativo. Verger se aproximando muitas vezes da foto-reportagem.

Verger deixou assim um pequeno tesouro sobre a cultura popular brasileira, especialmente da região nordestina, particularmente Bahia e Pernambuco. Tesouro pela quantidade, pela raridade e, obviamente, pela qualidade do conjunto fotografado.

Respeitando esses dois aspectos distintos, mas característicos da obra de Verger - a fotografia como obra de arte, mas também como forma de mostrar uma cultura - a exposição O Brasil de Pierre Verger apresenta fotografias de Verger no intuito de destacar essas obras como obras de artes, mas também de rever para os mais antigos e descobrir para os mais jovens alguns aspetos da cultura brasileira dos anos 50, que nos últimos 60 anos evoluiu, se transformou, se misturou e, em alguns casos, desapareceu.

Para contextualizar o lado mais didático da fotografia de Verger, vários artistas, jornalistas e pesquisadores apaixonados pela cultura brasileira foram chamados, por já terem desenvolvido no passado trabalho sobre cada uma das 18 temáticas (ver em baixo desse texto) que serão apresentadas na exposição. Essas participações permitiram a introdução das temáticas fotografadas por Verger, e também destacar qual foi o olhar específico de Verger sobre esses diversos lados da cultura brasileira.





Julho de 2006




• Home page    • Volver